03 dezembro 2011

Tommy Emmanuel

O Romualdo vem aqui todos os sábados, à noite, e durante uma hora apreciamos diversos vídeos de bons violonistas. Muitas vezes de sua ajuda me socorro para tirar dúvidas de teoria musical. Ele é um purista no que diz respeito à execução do instrumento. É crítico quando o músico não esconde o polegar da mão esquerda atrás do braço do violão e gosta da mão direita posicionada perpendicularmente às cordas.

Não, Romualdo não vai gostar do australiano Tommy Emmanuel. O cara toca as quinta e sexta cordas com o dedão da mão esquerda e sua mão direita funciona de diferentes modos, parece uma aranha enlouquecida. Ele também gosta de fazer percussão no tampo e nos bordos do violão, além da perfeita execução de harmônicos e efeitos mil que tira das cordas. No palco ele executa sentado, de repente se levanta, senta de novo, meneia a cabeça ao rítmo da música, fala com a platéia. É um one-man show.

Na Wikipédia encontramos: William Thomas "Tommy" Emmanuel é um guitarrista australiano, conhecido por seu estilo complexo de fingerpicking e o uso de efeitos percussivos no violão. O site do fulano é http://www.tommyemmanuel.com/. Naveguem por sua Bio, Notícias e Vídeos.

Colocarei aqui um vídeo matador. Emmanuel barbariza na música Classical Gas, que eu já conhecia com a orquestra de Percy Faith. Existem diversas versões dessa música no You Tube. Esta foi a primeira que vi e que me encantou:



PS: Apresentei hoje o Tommy Emmanuel ao Romualdo e questionei o modo dele executar. Ouvi a resposta do amigo: "Que importa a forma se a idéia é perfeita?", frase atribuída a Castro Alves. Não consegui comprovar...

27 outubro 2011

Armildo Uzeda


Armildo Uzeda é meu vizinho. Então nada mais natural que, desejando incluí-lo como um dos virtuosi do blog, passar a mão no telefone e pedir uma sugestão de vídeo. Ele indica "Umas Coisas do Coração (I - Agitado)", composição de Sergio Roberto de Oliveira, candidato ao 12th Annual Latin Grammy Awards.

Conheci Armildo na Escola de Música Villa-Lobos quando fui apresentado pela minha professora de violão clássico, na época, Graça Alan.

De formação clássica, Armildo trabalhou com alguns intérpretes populares como Bebeto e sua banda e a sambista Leci Brandão. Assisti a esses trabalhos na TV. Leci Brandão valoriza seus músicos, apresenta cada um deles ao público. Já Bebeto imagina ser o centro do sistema solar. Os músicos nem saem na foto.

Armildo já virou essa página. Agora faz mestrado na UFRJ e só trabalha com música clássica.

Release:
Professor da Escola de Música Villa-Lobos, Professor Substituto da UFRJ, Mestrando em Musicologia pela UFRJ, Especialista em Práticas Interpretativas pelo CBM-RJ, Licenciado em Educação Musical pelo CBM-RJ.

Possui sete Cds gravados: dois dedicados à J.S.Bach, um com obras de Paganini, Sor e Haydn, um em duo com a flautista e soprano Regina Sá, e três dedicados exclusivamente à música brasileira contemporânea inédita.

Além de participar ativamente como concertista, tem realizado várias transcrições para o violão de obras barrocas - Robert de Visée, Domenico Scarlatti e Johann Sebastian Bach.

11 julho 2011

Jess Lewis


Quem é Jess Lewis? Sei que é uma inglesa e dizem que tem 16 anos, pelo menos à época dos vídeos. Parece que já chegou aos 17. 

Quando ela está tocando, os longos cabelos lhe cobrem todo o rosto. Vez por outra dá pra ver seu olhar tímido e assustado, como se estivesse a verificar a aprovação da platéia. 

E mais não sei, acho que nem site ela tem ainda. Dizem que ela é o estereótipo das meninas guitarristas, o padrão a ser perseguido daqui pra frente. 

Aqui ela toca uma versão surpreendente  de "Happy as Larry", de autoria do brilhante guitarrista Alex Hutchings. E querem saber? Eu acho que ela toca melhor que ele... 

Happy as Larry, by Alex Hutchings.


From her BIO: 

Hey, I'm Jess.
I’m 16. I love playing guitar!!! Its the best!!!
I really LOVE Jazz Music!!!  I've been playing guitar since 2006 when I was around 12yrs old. I really enjoy making music/Jazz tracks with Cubase!!!!! its sooo fun!!!

22 junho 2011

Leonardo Amuedo

Leo Amuedo, nascido em Montevidéu, Uruguai, no ano de 1967, aprendeu os primeiros acordes no violão aos 4 anos de idade com seu irmão mais velho. Quando sentiu que suas possibilidades no país estavam de certo modo limitadas partiu para a Holanda, onde tocou com diversos artistas, entre eles a magnífica cantora Trijntje Oosterhuis. Ele estava com 22 anos.

Em um dos vídeos de Al Jarreau conheci a bela holandesa Oosterhuis e através dos vídeos dela conheci o Leo Amuedo. O guitarrista e violonista conheceu Ivan Lins na Holanda, e após muitos convites, recusas, esperas (2 anos), Amuedo deixou o país dos moinhos de vento, dos tamancos e das tulipas e veio para o Brasil. Aqui ficou trabalhando com o autor de "Dinorá".

A seguir, vídeos com Ivan Lins, Trijntje Oosterhuis e solo.





26 maio 2011

Virginia Luque


Virginia Luque toca música clássica e flamenco com um estilo espanhol romântico, combinando técnica e virtuosismo extraordinários, com um som e musicalidade muito bonitos.

Uma excelente referência desta violonista é que, após ouví-la, Andrés Segóvia, o grande mestre espanhol, convidou-a para ter aulas particulares com ele.

Ela concluiu o mestrado do instrumento na Espanha e por sugestão de Segóvia foi para a América, onde fez um mestrado na Juilliard School, em Nova Iorque.

Natural de Algeciras (cadiz), Espanha, Luque começou tocando violão aos quatro anos; começou um treinamento formal aos 6 anos, e deu seu primeiro concerto aos 7.


Eis aqui uma mostra de sua arte: Asturias, by Isaac Albeniz.


24 março 2011

Asya Selyutina


Quem é Asya Selyutina? Ela faz parte da nova geração de violonistas clássicos russos. Nasceu em Moscou e começou a tocar aos nove anos. Foi vencedora de diversas competições internacionais do instrumento. Entre seus professores, destacamos dois conhecidos brasileiros: Fábio Zanon e Odair Assad. Aliás, procurando por Zanon, achei um link fabuloso - VIOLÃO com Fábio Zanon. Divirtam-se.

Selyutina é casada com um proeminente violonista russo, Nikita Koshkin, que compôs para ela uma série de peças a que chamou "24 Preludes and Fugues for guitar solo".

Asya é uma professora bem conhecida na Rússia. Ela ensina na Moscow State Classical Academy e na Mussorgsky Music School, em Zelenograd.

Para encerrar, uma notável interpretação dessa artista. A música termina de um modo suave e elegante.

"Tarantella" Mario Castelnuovo - Tedesco, Asya Selyutina

28 fevereiro 2011

O Bolero de Ravel com pimenta baiana a gosto

Já ouvi um comentarista esportivo dizer de um jogador sem criatividade, com as jogadinhas repetidas de sempre: ele parece um bolero de Ravel, tudo nele é previsível. Quando Larry Coryel começou a gravar a Dança Ritual do Fogo de Manuel De Falla e o Bolero de Ravel resolvi dar uma parada estratégica com esse guitarrista.

Mas, vejam só, o Bolero de Ravel, com uma pimentinha baiana, temperado a gosto, com variações no rítmo, até que desce bem. 

Armandinho Macedo - quem não lembra do trio Armandinho, Dodô e Osmar? São mais de 60 anos do Trio Elétrico. Depois veio o grupo A Cor do Som, com o baixista Dadi, Mú Carvalho nos teclados e Gustavo Schroeter na bateria. Armandinho na guitarra baiana.

Aos nove anos Armandinho Macedo começou a tocar bandolim, que foi seu instrumento durante muito tempo. O baiano, além do Trio Elétrico e A Cor do Som, tem tocado com muitos músicos consagrados, dos quais destaco, Raphael Rabello, Paulo Moura, Yamandú Costa e, mais recentemente, Stanley Jordan.

Mais informações sobre Armandinho podem ser encontradas, entre outros, neste site do Clube do Choro de Brasília.

E agora o Bolero de Ravel, com Armandinho. Uma platéia entusiasmada, mas nada daquele negócio de agitar as mãos e tirar os pés do chão, que todo músico baiano comanda...

09 fevereiro 2011

A chinesa Su Meng



Su Meng e Yameng Wang

Nascida em Qingdao, cidade costeira da China, em 1988, Su Meng demonstrou predicados artísticos como uma excepcional e talentosa violonista desde cedo.

Em curto tempo, como performer, ela apresentou-se em solos, duos e quartetos em concertos pelos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Áustria, Alemanha, Coréia, Japão e China, onde impressionou audiências com sua habilidade e arte incomparáveis.

Su Meng diz que usa muito o metrônomo. "O metrônomo ajuda realmente. O grande problema com alguns violonistas é que eles não usam o metrônomo, então seu tempo, seu rítmo, não é muito certo". Já reparei isso. Certos violonistas, quando a execução dá uma folga eles aceleram um pouco mais. A peça se desenvolve em rítmos variados.

Su Meng estuda com Manuel Barrueco. Ela formou um duo com Yameng Wang, com quem se encontrou no Central Conservatory, em Beijing, China, enquanto estudava com Chen Zhi, o principal professor de violão da China. O maestro Manuel Barrueco, seu mentor no Peabody Conservatory of Music em Baltimore, Maryland, encorajou as duas jovens a formar o duo em 2008.

Um comentarista do presente vídeo diz: "Além da velocidade e dedos rápidos, sua técnica é impecável. Cada nota é limpa, clara e controlada. Mais importante, ela é muito musical".

Prelúdio, Allegro e Presto de Bach, BWV 998

03 fevereiro 2011

Como surgiu o blog Violões e Guitarras


Elegi o violão, no estilo violão clássico, o instrumento da minha predileção. Também andei arrastando a asa para o piano e para a flauta doce, mas ninguém pode assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. Talvez os gênios possam, eu sou o mais simples dos mortais.

Então eu não me ligava muito na guitarra. Conhecia, de nome, Joe Satriani e Steve Vai porém dava mais valor aos jazz guitarists Joe Pass, John Mc Laughlin, George Benson, Earl Klugh e Larry Coryel. Foi quando conheci a tragédia de Jason Becker e comecei a ler sua história, desde a época de jovem virtuoso, passando pela percepção da doença que o acometeu e a sua permanência numa cadeira de rodas, sem poder falar mas comunicando-se com os olhos por meio de um quadro idealizado por seu pai.

Não tenho muito a falar sobre Becker, qualquer pesquisa na internet trará centenas de informações a respeito dele, sua página pessoal, por exemplo - the Jason Becker migration.

Foi Jason Becker a inspiração para a criação deste blog, e após pouco mais de dois anos chegou sua vez de aparecer neste espaço. Ele continua compondo. Altitudes foi uma composição do tempo em que estava no auge do seu desempenho.

26 janeiro 2011

Jack Thammarat



Começando pelo começo, Jack Thammarat nasceu em dezembro de 1979, na Tailândia e foi um autodidata a partir dos 13 anos. Eu tomei conhecimento da arte desse músico quando comecei a pesquisar os participantes da competição Guitar Idol. Ele foi o vencedor em 2009.

Guitarrista e compositor, Thammarat, como todos os talentosos "meninos" de sua geração, produz vídeos ensinando a arte do instrumento. 

Vejamos uma entrevista dada à Modern 9 TV Thailand. A música começa aos 22 segundos e termina aos 3:13s. Quem souber tailandês pode assistir a todos os 8:39s. Ele executa a peça "On The Way", com a qual venceu o concorrido Guitar Idol.



Thammarat possui sua página na internet, Jack Thammarat, Guitarist & Composer. Lá estão algumas de suas músicas, fotos e a parafernália eletrônica. Também uma seção de download, um forum e dados biográficos. Divirtam-se! Enjoy!

21 novembro 2010

Larry Coryel



Depois de uma breve passagem pelo meloso Paul Mauriat, Franck Pourcel, Bert Kaempfert e outros, cheguei aos roqueiros Yes, Genesis, Pink Floyd, Rush. Daí ao pessoal do jazz foi um pulo. Jean-Luc Ponty, John McLaughlin, Chick Korea, George Benson e Larry Coryel, sem contar as indicações do vendedor da loja, quando conheci Earl Klugh. À exceção de Ponty (violino) e Korea (piano), todos eram violonistas, ou guitarristas.

Certo dia encontrei uma capa chamativa com o título Spaces. Trazia John McLaughlin, Billy Cobham, Miroslav Vitous e Chick Corea, além do próprio Coryel. Gostei. E a cada mês aumentava a discoteca - The Eleventh House, Twin House, Back Together Again, Splendid, Young Django, até que, com Bolero (de Ravel), resolvi dar um tempo. 

Muito depois encontrei Coryel tocando com McLaughlin e Paco de Lucia, trio que se desfez. Coryel foi substituído por Al Di Meola por conta do seu envolvimento com drogas.

Coryel e Joe Pass possuiam estilos parecidos. Pass também fez uso de inspirações adicionais. Felizmente ambos se recuperaram.

Em uma de suas passagens pelo Brasil Larry Coryel tocou com Hélio Delmiro a quem elogiou dizendo que o brasileiro tocava mais que ele.

Love Is Here To Stay

27 julho 2010

Tatyana Ryzhkova

Tatyana Ryzhkova nasceu em 1986 em Minsk, capital de Belarus. Aos 10 anos teve suas primeiras lições de violão com o melhor professor de Belarus, V.V. Gromov. Essa é a apresentação dessa notável concertista em sua página, com texto em quatro idiomas: alemão, inglês, russo e japonês - http://tatyana-ryzhkova.de//

Aos 14 anos começou a escrever poemas, em seu idioma, o russo, e em alemão. Esses numerosos trabalhos também estão na internet.


Tatyana compõe canções populares, música e letra, e as canta acompanhando-se ao violão.


E se você acha que tem talento e quer dar um polimento na execução do instrumento ela está disponível para aulas, provavelmente em Weimar, Alemanha, a terra de Johann Sebastian Bach.

Sonata II BWV 1003, Fuga, de Bach



06 março 2010

Alessandro Penezzi


Alessandro dos Santos Penezzi (Piracicaba, São Paulo, 19 de fevereiro de 1974) é um compositor, arranjador, professor e músico brasileiro. Violonista clássico (erudito) e popular, conhecido por seu estilo marcante na execução do violão de 6 (seis) e 7 (sete) cordas. Multiinstrumentista aclamado pelo público em suas apresentações, nas quais toca brilhantemente vários instrumentos musicais como: cavaquinho, bandolim, violão tenor, flauta transversal, flautim (flauta de lata), contra-baixo, guitarra, banjo, craviola, viola caipira e percussão.

(Wikipédia)


A internet é assim, uma coisa leva à outra. Estava escolhendo o vídeo apropriado para apresentar Raphael Rabello (post anterior) e vi um leitor comentando sobre Alessandro Penezzi. Fui ao You Tube e só não caí porque estava sentado. O cara é muito bom. Dizer mais o quê? Digam vocês. Esta é a sua arte.

30 janeiro 2010

Raphael Rabello



Eu conhecia Raphael Rabello de ouvir. Tomei um susto quanto soube que tinha falecido. Qual o motivo, uma pessoa tão jovem? Artista às vezes gosta de uma inspiração extra. Será que tinha abusado das "coisas"?

Li depois que sofrera um acidente de carro e que por conta de sucessivas operações e transfusões de sangue havia contraído o HIV.

Recuperado e tocando, mas bastante debilitado, acabou por sofrer uma apneia do sono e foi o fim.

Raphael Rabello seria o Segóvia brasileiro, eu acho que já era. Seu domínio do instrumento era fantástico, improvisava como ninguém. Acompanhou os mais destacados cantores da música brasileira. É um incentivo para os novos instrumentistas.

Aqui ele interpreta a peça Interrogando, de João Pernambuco, na qual introduz algumas linhas melódicas do seu entendimento.

28 outubro 2009

Chaconne Klaverenga


Ontem ouvi no Windows Media Player uma pequena peça de Bach que tinha baixado há alguns dias, o Allegro BWV 998 e comecei a procurar outras interpretações, se possível, até uma partitura para violão. Consegui apenas o Prelúdio (Prelúdio, Fuga e Allegro BWV 998) e uma notável interpretação de uma pequena notável, 17 anos.

Seus pais, James e Julia Klaverenga, lhe colocaram o nome por causa da Chaconne de Bach, BWV 1004, e, à propósito, essa é uma das peças que ela mais gosta de tocar. Como a maioria dos virtuosi, ela começou a estudar violão muito cedo, aos 6 anos de idade e já aos 15 colecionava algumas vitórias em concursos do instrumento.

Apesar de tê-la conhecido tocando o Allegro de Bach preferi apresentar o vídeo da Serenata Espanhola, de Joaquin Malats, com um áudio melhor. Aqui a moça tinha 16 anos e talvez não estivesse concentrada pois passaram uns sons não muito limpos.

Deixo também o endereço de sua homepage, aqui, onde se encontram informações mais detalhadas sobre sua carreira.

19 agosto 2009

Per-Olov Kindgren


Entrei na página do You Tube em busca do virtuoso de hoje. Geralmente já estou logado na conta e a vantagem disso é que o site já sabe das minhas preferências e além disso me apresenta as novidades nas postagens que assino.

Um novo upload de Per-Olov Kindgren, a peça de Silvius Leopold Weiss: "Entrée", em sol maior, executada em um maravilhoso violão de 7 cordas de mágicas sonoridades. Aos primeiros acordes observei a limpidez dos sons das cordas graves, sem nenhum trastejamento. Esse instrumento foi presente dos luthiers John e Judy Rogerson, conforme mencionado por Kindgren no vídeo.


03 agosto 2009

Jeff Beck - Tal Wilkenfeld

Não adianta, ainda me surpreendo quando tomo conhecimento de um desses prodígios da música como é o caso da jovem baixista, a australiana Tal Wilkenfeld. Antes, ouvira Jeff Beck, de quem John McLaughlin, falando sobre os músicos com quem já havia tocado, afirmou ser um dos melhores guitarristas de rock. Então conheci Jennifer Batten e soube que ela era guitarrista de Michael Jackson. E hoje até seria a vez dela aparecer no blog junto com Jeff Beck. Mas as coisas aqui funcionam assim: deixo as emoções conduzirem o planejamento.

Então vamos ouvir Tal Wilkenfeld e Jeff Beck. A composição é Cause We Ended As Lovers da autoria de Stevie Wonder. Não se recomenda a audição a quem está sentimentalmente fragilizado.


Aqui temos mais informações de como foi escrita esta canção (em inglês).

01 julho 2009

Magdalena Kaltcheva




Kaltcheva é mais uma daquelas meninas precoces que se dedicam ao violão com grande competência e talento. As mulheres violonistas têm no violão um grande aliado que não favorece aos homens. A par de sua técnica elas podem exteriorizar, em suas apresentações, toda a graça e beleza de que são possuidoras. Eu pude observar isso quando assisti a concertos da brasileira Maria Lívia São Marcos.

Magdalena Kaltcheva nasceu em Sofia, Bulgaria, em 1987, onde começou os estudos de violão. Posteriormente estudou na Alemanha na "Fransz Liszt" University of Music em Weimar. Desde o ano de 2000 teve inúmeras master classes com Manuel Barrueco, Pepe Romero, David Russel e outros, inclusive o brasileiro Odair Assad. Na primeira foto ela aparece em aula com o mestre brasileiro e, na segunda, num encontro com Paco de Lucia, uma das lendas vivas do instrumento.



Ela tem poucos videos de exibição. Escolhi a Torre Bermeja, de Isaac Albeniz, cuja execução achei um pouco acelerada. Mas que adianta argumentar? Do mesmo modo que Andrés Segovia, ela dirá que toca assim rápido porque pode!

Sua página na internet apresenta alguns áudios para download. Clique aqui para acessar.

22 junho 2009

Eduardo Diaz

Geralmente se tem a idéia de que o virtuosi é aquele executante veloz, que faz malabarismos no instrumento. Devemos nos lembrar, no entanto, de que alguns violonistas procuram ser verdadeiros velocistas nas cordas em detrimento da qualidade do som. Executar com qualidade conta pontos para qualquer músico. E por esse motivo é que hoje eu apresento Eduardo Diaz.

Ele executa uma obra que é parte da Suite For Lovers, de Maria Linnemann. O próprio Eduardo diz que é uma das mais belas peças que ele já executou. Eu acompanho o relator.

Mais um detalhe, "irrelevante", ele é meu amigo no You Tube.

04 junho 2009

Galina Vale

A menina Galina Vale toca muito bem. Tem a seu favor uma enorme velocidade e o sentimento que põe no que executa, não aquelas caras e bocas onde ela exagera um pouco, mas uma interpretação onde a qualidade do som é o maior beneficiário. A sua "desinibição" lhe rende alguns comentários negativos dos ouvintes. Alguém disse: "Vocês deviam ver John Williams tocando isso, ou ainda Lie Jie; ambos tocam melhor. Simplesmente porque essa mulher movendo a cabeça e os olhos ao redor não faz o som mais expressivo. Dizem que John Williams é um robot destituído de emoção, mas na verdade ele tem mais expressão em seu dedo mínimo que muita gente em ambas as mãos, incluída essa boneca enfeitada".

Pegou pesado o rapaz. Galina também exagera nos trajes que leva ao palco. Ela executa uma "performance"; inclusive há um video onde ela toca com uma venda negra. Mas é uma excelente violonista.

Galina Vale nasceu na Ucrânia, casou-se com um inglês, também violonista, e foi morar na Inglaterra. Como muitas meninas, Galina começou a se apresentar em concertos muito nova, tendo ganho também numerosos prêmios em competições internacionais de música em diversos países europeus.

Eis a sua interpretação da Valsa n0 3, de Agustin Barrios: